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BRASIL

MPF instaura inquérito para apurar invasão de terra indígena no Amapá

A morte de um cacique Waiãpi estaria relacionada à invasão da área por garimpeiros

28/07/2019 17h29
Por: Redação Agro Diário
Fonte: VEJA
Indígenas Waiãpi fugiram para uma aldeia vizinha para se protegerem dos ataques (Reprodução/VEJA.com)
Indígenas Waiãpi fugiram para uma aldeia vizinha para se protegerem dos ataques (Reprodução/VEJA.com)

O Ministério Público Federal do Amapá divulgou neste domingo, 28, que instaurou procedimentos para investigar o que causou a morte de um indígena e a invasão de garimpeiros na Terra Indígena Waiãpi, no Amapá.

De acordo com a nota divulgada pelo órgão, “a morte do indígena Waiãpi, que estaria relacionada ao caso, segundo a Funai, será apurada pelo MPF por meio de investigação criminal. Acerca das denúncias de invasão da TI Waiãpi por garimpeiros, o órgão solicitou informações à PF sobre as providências adotadas até o momento. Esclarecimentos também serão requeridos aos órgãos competentes. Ainda na noite de sábado, efetivo da PF e policiais do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar foram deslocados para a TI. A finalidade é evitar o agravamento do conflito. O MPF vai seguir acompanhando a situação a fim de assegurar os direitos dos indígenas”.

No sábado, a Funai também divulgou uma nota sobre o caso: “sobre a suposta invasão à Terra Indígena Waiãpi, no Amapá, a Fundação Nacional do Índio informa que assim que tomou conhecimento do fato neste sábado (27) acionou as autoridades competentes e seus servidores no local. A Polícia Federal, assim como o BOPE, estão a caminho para apurar o ocorrido. Por ora não há registros de conflito, apesar de ter sido confirmado um óbito, mas não há detalhes das circunstâncias. O local é de difícil acesso. Mesmo assim, a equipe da Funai e da PF permanecerão no local para garantir a integridade dos indígenas e apuração dos fatos”.

O Conselho das Aldeias Wajãpi descreveu em um documento os fatos que aconteceram na última semana. De acordo com eles, “na segunda-feira, dia 22, no final da tarde, o chefe Emyra Wajãpi foi morto de forma violenta na região da sua aldeia Waseity, próxima à aldeia Mariry. A morte não foi testemunhada por nenhum Wajãpi e só foi percebida e divulgada para todas as aldeias na manhã do dia seguinte. Na sexta-feira, dia 26, os Wajãpi da aldeia Yvytotõ, que fica na mesma região, encontraram um grupo de não-índios armados nos arredores da aldeia e avisaram as demais aldeias pelo rádio”.

Ainda segundo o documento, “à noite, os invasores entraram na aldeia e se instalaram em uma das casas, ameaçando os moradores. No dia seguinte, os moradores do Yvytotõ fugiram com medo para outra aldeia na mesma região (aldeia Mariry). No dia 26 à noite, nós informamos a Funai e o MPF sobre a invasão e pedimos para a PF ser acionada. Na madrugada de sexta para sábado, moradores da aldeia Karapijuty avistaram um invasor perto de sua aldeia. No dia 28 pela manhã, um grupo de policiais federais e do BOPE chegou à TIW e se dirigiu ao local para prender os invasores”.

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