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Avanço do Plantio e Expectativa de Safra Cheia Pressionam Paridade da Soja para 2027

Fontes Oficiais: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)

· Por Redação Agro Diário

Avanço do Plantio e Expectativa de Safra Cheia Pressionam Paridade da Soja para 2027

Fontes Oficiais: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) e Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea)

As cotações futuras da soja brasileira para embarque ao longo de 2027 operam sob pressão baixista neste final de outubro, refletindo o otimismo do mercado global quanto ao volume da safra 2026/27 na América do Sul e a colheita consolidada nos Estados Unidos. De acordo com boletim conjuntural divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) nesta segunda-feira (26), o indicador de paridade de exportação para contratos de 2027 recuou ao menor patamar desde o mês de agosto.

O comportamento cauteloso dos compradores é reforçado pelo ritmo célere das plantadeiras no Brasil Central. Em Mato Grosso, principal estado produtor da oleaginosa, a semeadura já atingiu 75,81% da área projetada de 13,05 milhões de hectares, conforme levantamento semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), beneficiada pelo retorno de chuvas regulares previstas para a virada de outubro para novembro.

Termômetro do Mercado de Soja no Brasil (Cepea e Imea):

Paridade de Exportação 2027: Recuo ao menor nível desde agosto de 2026 nos portos brasileiros devido à expectativa de oferta mundial abundante.

Ritmo de Plantio em MT (Imea): Semeadura alcança 75,81% da área estadual na quarta semana de outubro, garantindo janela ideal para o milho safrinha subsequente.

Retração na Liquidez Doméstica: Indústrias esmagadoras e importadores evitam fechar grandes lotes antecipados, apostando em descontos na entrada da colheita de verão.

Derivados Abastecidos: Compradores de farelo e óleo de soja formaram estoques estratégicos em setembro, reduzindo a urgência por aquisições no mercado spot em outubro.

Estratégia das Indústrias Esmagadoras e Mercado de Derivados

Segundo os pesquisadores do Cepea, o arrefecimento nas negociações do grão in natura no mercado físico brasileiro também responde diretamente à menor movimentação nos derivados industriais — farelo e óleo de soja. Durante o mês de setembro, granjas de proteína animal e fábricas de ração anteciparam compras substanciais de farelo de soja temendo oscilações logísticas, o que deixou os consumidores domésticos confortavelmente estocados para o curto e médio prazos.

Abastecidas, as indústrias esmagadoras nacionais realizam apenas aquisições pontuais para recomposição imediata de escalas, aguardando a chegada da safra nova no primeiro trimestre de 2027, quando a pressão sazonal de colheita tende a oferecer prêmios mais atrativos para o comprador.

Desafios de Comercialização para o Sojicultor

Para o produtor rural, a queda na paridade de exportação para 2027 acende um sinal de alerta na gestão financeira. Com os custos operacionais da safra 2026/27 pressionados pela alta de quase 24% nas operações mecanizadas e de 10% nos defensivos, a comercialização travada em patamares inferiores comprime a margem líquida por hectare.

Consultores recomendam que os agricultores monitorem atentamente os repiques técnicos na Bolsa de Chicago (CBOT) — impulsionados por picos de demanda da China e oscilações do petróleo —, além de movimentos cambiais do dólar, para escalonar a fixação de preços de venda e proteger a rentabilidade da lavoura.

Fonte e Referências Oficiais

Esta análise foi elaborada com base nas pesquisas econômicas do Cepea/Esalq-USP e relatórios de safra do Imea:

Notícias Agrícolas / Cepea: Expectativa de safra volumosa pressiona cotações para 2027
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) • Indicador da Soja Paranaguá e Paraná.
Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) • Acompanhamento Semanal de Plantio da Soja.