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Chuvas Limitam Trigo Tipo 1 a 15% da Safra em SP Enquanto Plantio do Arroz Atinge 61,86% da Área no RS

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· Por Redação Agro Diário

Chuvas Limitam Trigo Tipo 1 a 15% da Safra em SP Enquanto Plantio do Arroz Atinge 61,86% da Área no RS

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O excesso de umidade registrado na colheita das culturas de inverno restringiu severamente a oferta de trigo panificável no Centro-Sul e impulsionou os preços domésticos do cereal, ao mesmo tempo em que a semeadura do arroz irrigado superou seis décimos da área prevista no Rio Grande do Sul. De acordo com análises do Cepea/Esalq-USP e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgadas nesta quinta-feira (05/11/2026) pelo Record News Rural, quase 67% da área nacional de trigo já foi colhida, mas em São Paulo apenas 10% a 15% da produção atinge a classificação Tipo 1. Na cadeia orizícola gaúcha, o plantio alcançou 533.180 hectares (61,86% da intenção da safra 2026/27) com o indicador Cepea/Irga-RS no maior nível nominal desde fevereiro de 2025, enquanto o algodão em pluma reagiu 1,7% na semana para R$ 4,1302 por libra-peso.

Escassez de Trigo Tipo 1 Força Importações dos Moinhos e Desvia Lotes para Ração Animal

Embora a colheita nacional de trigo tenha chegado a cerca de 67% da área cultivada segundo a Conab, as chuvas persistentes durante a fase de maturação deterioraram o peso hectolítrico (PH) e a qualidade industrial dos grãos. Em São Paulo, estimativas de mercado compiladas pelo Cepea apontam que somente entre 10% e 15% de todo o trigo colhido no estado consegue se enquadrar como Tipo 1, padrão exigido pela indústria moageira para a produção de farinhas de panificação.

No Sul do país, mesmo lotes classificados formalmente como Tipo 1 da safra nova têm apresentado parâmetros reológicos fora do padrão ideal, levando os moinhos a disputarem os estoques remanescentes de trigo da safra velha e a ampliarem as importações — mesmo sob dólar valorizado —, repassando o acréscimo de custos para as farinhas. Já as partidas colhidas fora de tipo estão sendo redirecionadas para a fabricação de ração animal.

Arroz Soma 533,1 Mil Hectares Semeados no RS e Algodão Reage 1,7% com Paridade Cambial

No mercado de arroz em casca, o fortalecimento do dólar na virada de outubro para novembro reativou o interesse pelas exportações no Rio Grande do Sul e estimulou a retração vendedora dos orizicultores, levando a média do Indicador Cepea/Irga-RS ao maior patamar nominal desde fevereiro de 2025. No campo, os dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) mostram que 533.180 hectares já foram semeados no estado, equivalentes a 61,86% da área planejada para o ciclo 2026/27.

Na cotonicultura, o Indicador Cepea/Esalq do Algodão em Pluma (pagamento em 8 dias) fechou a R$ 4,1302 por libra-peso: apesar da leve retração mensal acumulada de 1,05%, a pluma reagiu 1,7% na última semana após a cotação doméstica passar a operar 3,8% abaixo da paridade de exportação (ante 1,3% acima da paridade na média do mês), fortalecendo a posição dos vendedores.

Consórcio Irrigado de Limão e Acerola em PE e Extrativismo de Babaçu na Bahia Geram Renda O Ano Inteiro

Na fruticultura e no extrativismo sustentável do Nordeste, sistemas consorciados e associativos garantem geração contínua de caixa na agricultura familiar, conforme reportagens de campo do Record News Rural:

Consórcio de Limão Taiti e Acerola em Pombos (PE): Na transição entre a Zona da Mata Sul e o Agreste pernambucano, propriedades familiares de 6 hectares utilizam irrigação por gotejamento por gravidade (40 mil litros/dia em duas caixas de 20 mil litros) para consorciar limão Taiti orgânico tipo exportação e acerola. O modelo assegura colheita durante os 12 meses do ano — atingindo quase 1.000 caixas por semana na safra (750 caixas de limão e 200 caixas de acerola) destinadas ao Ceasa-PE, com manejo manual contra a erva-de-passarinho;
Protagonismo Feminino no Coco Babaçu em Baianópolis (BA): No povoado de Cocos (a 150 km de Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano), quebradeiras de coco reunidas na Associação Rural da Comunidade de Cocos (ARCO), com apoio do Instituto Busato, transformam o extrativismo sustentável do babaçu em óleo, brevidades, petas e doces tradicionais de castanha com mandioca e melado de cana, comercializados em feiras regionais e para compradores de Barreiras e Brasília.

Indicadores de Grãos, Fibras e Sistemas Consorciados (05/11/2026)

| Cadeia Produtiva / Região | Indicador de Safra e Mercado | Comportamento de Preços e Escoamento |

| :---- | :---- | :---- |

| Trigo — Brasil e São Paulo (Conab / Cepea) | 67% da área nacional colhida; apenas 10% a 15% Tipo 1 em SP | Alta nas cotações do cereal de qualidade; lotes inferiores vão para ração |

| Arroz Irrigado — Rio Grande do Sul (Cepea/Irga) | 533.180 ha semeados (61,86% da área prevista para 2026/27) | Indicador Cepea/Irga-RS atinge maior média nominal desde fevereiro de 2025 |

| Algodão em Pluma (Indicador Cepea/Esalq) | R$ 4,1302 por libra-peso (pagamento em 8 dias) | Reação semanal de +1,7% operando 3,8% abaixo da paridade de exportação |

| Fruticultura e Extrativismo no Nordeste (PE e BA) | 950 caixas/semana de limão Taiti + acerola em Pombos (PE) | Irrigação por gravidade (40 mil L/dia) para o Ceasa-PE e renda com babaçu na ARCO (BA) |

Record News Rural — Qualidade do trigo em SP (10% a 15% Tipo 1), avanço do plantio de arroz para 61,86% no RS, reação do algodão, consórcio de limão e acerola em Pombos (PE) e babaçu em Baianópolis (BA) (05/11/2026)
Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) — Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos
Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) — Evolução da Semeadura no RS