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Dólar Forte Eleva Paridade do Algodão e Receita Diária de Exportação Cresce 27,8% em Outubro

Fontes Oficiais: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), Secex e Bolsa de Nova York (ICE Futures)

· Por Redação Agro Diário

Dólar Forte Eleva Paridade do Algodão e Receita Diária de Exportação Cresce 27,8% em Outubro

Fontes Oficiais: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), Secex e Bolsa de Nova York (ICE Futures)

O mercado internacional e exportador de algodão em pluma registrou firmeza nas cotações neste final de outubro de 2026, contrastando com a liquidez restrita das negociações no mercado spot doméstico. Nesta quarta-feira (28), os contratos futuros da fibra encerraram o pregão em nova alta na Bolsa de Nova York (ICE Futures), com o vencimento dezembro/26 avançando para 78,15 centavos de dólar por libra-peso (+0,12%), enquanto o março/27 subiu para 81,90 cents/lb e o julho/27 alcançou 84,05 cents/lb.

No Brasil — país que consolidou a liderança histórica como maior exportador mundial da pluma —, a valorização recente do dólar frente ao real (operando na faixa de R$ 5,35) impulsionou o indicador de paridade de exportação calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), fazendo com que os preços equivalentes nos portos superem as cotações praticadas no mercado interno. Como reflexo direto, o faturamento médio diário das exportações brasileiras de algodão cresceu 27,8% até a quarta semana de outubro em comparação ao mesmo mês de 2025.

Indicadores do Mercado de Algodão em Outubro de 2026 (Cepea / ICE / USDA):

Cotações em Nova York (ICE): Dezembro/26 a 78,15 cents/lb; Março/27 a 81,90 cents/lb; Maio/27 a 83,54 cents/lb e Julho/27 a 84,05 cents/lb.

Salto Cambial e Exportador: Receita média diária com embarques de pluma brasileira avança 27,8% até a quarta semana de outubro; paridade de exportação supera preços domésticos.

Safra nos Estados Unidos (USDA): Colheita atinge 52% da área (acima da média de 45%), mas lavouras em condições boas/excelentes recuam para apenas 33%, com 89% dos capulhos abertos.

Foco em Contratos a Termo: Elevado percentual da safra brasileira já comercializado antecipadamente reduz a pressão de venda no mercado spot.

Quebra de Qualidade nos EUA Sustenta Preços Externos

A sustentação dos preços internacionais na Bolsa de Nova York é explicada, em grande parte, pela deterioração climática observada no cinturão algodoeiro norte-americano (especialmente no Texas). Dados semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revelam que apenas 33% das lavouras norte-americanas permanecem classificadas entre boas e excelentes condições, queda de dois pontos percentuais na última semana.

Essa restrição qualitativa nos EUA amplia a procura das fiações asiáticas (como China, Vietnã, Bangladesh, Paquistão e Turquia) pelo algodão brasileiro, que se destaca pelo comprimento de fibra, resistência e rastreabilidade socioambiental certificada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR).

Dinâmica Doméstica e Prioridade aos Embarques

Internamente, os pesquisadores do Cepea relatam que o giro de novos lotes no mercado disponível permanece lento. Enquanto as indústrias têxteis nacionais operam com cautela diante do cenário macroeconômico e adquirem apenas pequenos volumes para consumo imediato, os cotonicultores de Mato Grosso e da Bahia concentram esforços no beneficiamento final da pluma e no cumprimento de contratos a termo firmados para exportação, onde a remuneração em reais mostra-se mais atrativa.

Fonte e Referências Oficiais

Esta análise foi elaborada com base nos boletins de mercado do Cepea, USDA e cobertura especializada:

Notícias Agrícolas: Algodão registra nova alta em Nova York nesta 4ª feira; dólar eleva paridade de exportação
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP) • Indicador do Algodão em Pluma CEPEA/ESALQ.
Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) • Relatório de Exportações e Qualidade da Safra.