Estados produtores barram leite importado reconstituído para proteger renda do pecuarista nacional
Com o objetivo de estancar a desvalorização da matéria-prima nacional provocada pela entrada maciça de lácteos subsidiados do Mercosul, estados líderes da bacia leiteira brasileira sancionaram legislações que proíbem a reconstituição de leite em pó…
· Por Redação Agro Diário
Com o objetivo de estancar a desvalorização da matéria-prima nacional provocada pela entrada maciça de lácteos subsidiados do Mercosul, estados líderes da bacia leiteira brasileira sancionaram legislações que proíbem a reconstituição de leite em pó importado para comercialização como leite fluido pasteurizado ou UHT, segundo apuração do portal MilkPoint. Em Minas Gerais, maior produtor do país com captação de 9,8 bilhões de litros/ano (24% do total nacional) e movimentação de R$ 18,1 bilhões, a nova lei estadual veta o uso industrial do pó estrangeiro na linha de consumo fluido.
A medida responde à pressão das importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, que responderam por 86% das mais de 754 milhões de litros equivalentes internalizados pelo país, gerando aperto financeiro aos produtores em um momento de acomodação de preços no campo, conforme alertas do Conseleite/RS.
Custos Operacionais, Indicadores de Preço e Mobilização Setorial
Cotações Paritárias em Queda: O valor de referência projetado pelo Conseleite/RS para o encerramento do terceiro trimestre de 2026 fixou-se em R$ 2,3910 por litro (-0,90% frente a agosto e -2,5% frente a julho), refletindo a sobreoferta de derivados importados nos supermercados e a compressão das margens industriais.
Desafios Logísticos e Climáticos no Sul: Além da concorrência externa, temporais severos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina comprometeram estradas vicinais e pontes rurais, forçando o setor a solicitar flexibilização emergencial junto ao Mapa no prazo regulatório de 48 horas para a coleta de leite nas fazendas.
Disseminação Legislativa: Iniciativas similares de salvaguarda tributária e sanitária já foram aprovadas no Paraná, Santa Catarina e avançam em Mato Grosso, visando valorizar o leite cru captado de cooperativas e produtores familiares brasileiros.
Fonte: s de referência: Notícias Agrícolas / Conseleite-RS e Portal MilkPoint / ALMG