Agricultura

Etanol de Milho Ganha 19 Novas Usinas até 2028 e Ruma a 25 Bilhões de Litros com Custo de R$ 2,21 por Litro

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· Por Redação Agro Diário

Etanol de Milho Ganha 19 Novas Usinas até 2028 e Ruma a 25 Bilhões de Litros com Custo de R$ 2,21 por Litro

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A indústria brasileira de etanol de milho acelera seu ciclo de investimentos e projeta mais que dobrar a capacidade instalada na próxima década. De acordo com levantamento do consultor Fábio Meneghin (consultoria Veeries) analisado pelo jornalista especializado em mercados agropecuários Walter Puga Júnior no programa Jornal Brasil Rural (Rádio Agro Hoje), o Brasil — que atualmente opera 35 biorrefinarias de milho com produção anual de 12 bilhões de litros — receberá 7 novas usinas em 2027 e mais 12 unidades em 2028 (totalizando 19 novas plantas no biênio e cerca de 61 projetos mapeados no horizonte de expansão), elevando a oferta nacional para 25 bilhões de litros por ano até 2036. Na safra 2026/27, o custo de produção do biocombustível a partir do cereal é estimado em R$ 2,21 por litro, patamar inferior aos R$ 2,39 por litro calculados para o etanol de cana-de-açúcar.

Expansão Avança do Centro-Oeste para Matopiba, Paraná, Rondônia, Minas e São Paulo

Após a entrada em operação de quatro novas plantas industriais ao longo de 2026 (e o reprogramamento de três projetos para o próximo ano), o parque brasileiro de processamento de milho consolidou forte presença em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, segundo dados setoriais acompanhados pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) e detalhados no Jornal Brasil Rural. A nova fronteira de investimentos para 2027 e 2028, contudo, descentraliza a malha industrial rumo a regiões estrategicamente posicionadas entre a oferta de grãos de segunda safra e os centros consumidores de combustíveis e proteína animal: Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), Paraná, Rondônia, Minas Gerais e São Paulo.

O avanço acelerado da capacidade de esmagamento transforma a dinâmica de comercialização do cereal no interior do país, criando demanda industrial firme e previsível para o milho safrinha próximo às fazendas e reduzindo a dependência exclusiva dos corredores portuários de exportação.

Custo de R$ 2,21/L e Receita com DDG e Óleo Garantem Margem de US$ 40 a US$ 42 por Tonelada

A atratividade econômica dos novos projetos apoia-se na competitividade de custos e na geração de coprodutos de alto valor nutricional. Conforme os cálculos apresentados no Jornal Brasil Rural para o ciclo 2026/27, o custo médio de produção do etanol de milho recuou para R$ 2,21 por litro, abrindo vantagem de R$ 0,18 por litro em relação ao custo médio estimado de R$ 2,39 por litro nas usinas de cana-de-açúcar.

Com essa estrutura operacional, a margem média das usinas de etanol de milho situa-se entre US$ 40 e US$ 42 por tonelada de grão processado. Um fator determinante para amortecer o custo da matéria-prima é a comercialização de DDG/DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) — amplamente demandado pela pecuária de corte intensiva, avicultura e suinocultura — e do óleo de milho. Por outro lado, analistas alertam que a entrada maciça de 19 novas unidades até 2028 e a trajetória rumo a 25 bilhões de litros tendem a exercer pressão baixista sobre as cotações do etanol hidratado e anidro nas distribuidoras ao longo dos próximos ciclos.

Radiografia da Expansão do Etanol de Milho no Brasil (Safra 2026/27 a 2036)

| Indicador / Horizonte | Patamar Verificado / Projeção | Destaques Econômicos e Regionais |

| :---- | :---- | :---- |

| Parque Industrial Atual (2026) | 35 usinas em operação (12 bilhões de litros/ano) | Quatro novas plantas inauguradas em 2026; liderança em MT, GO e MS |

| Novas Usinas (2027 e 2028) | +7 usinas em 2027 e +12 usinas em 2028 (61 projetos mapeados) | Avanço para Matopiba, Paraná, Rondônia, Minas Gerais e São Paulo |

| Capacidade Projetada (Horizonte 2036) | 25 bilhões de litros por ano (+108% sobre a oferta atual) | Forte ampliação da oferta doméstica com viés de barateamento do biocombustível |

| Custo de Produção e Margem (Ciclo 2026/27) | R$ 2,21/L no milho (vs. R$ 2,39/L na cana); margem de US$ 40–42/t | Receita complementar de DDG (nutrição animal) e óleo de milho dilui custos |

Rádio Agro Hoje / Jornal Brasil Rural — Análise de Walter Puga Júnior sobre estudo da consultoria Veeries (Fábio Meneghin): 7 novas usinas de etanol de milho em 2027, 12 em 2028 e projeção de 25 bilhões de litros (04–05/11/2026)
União Nacional do Etanol de Milho (UNEM) — Dados Setoriais de Bioenergia e DDG