Exportações de Carne de Aves Saltam 41,5% e Impulsionam Superávit Comercial do Brasil
Fontes Oficiais: Secretaria de Comércio Exterior (Secex / MDIC) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
· Por Redação Agro Diário
Fontes Oficiais: Secretaria de Comércio Exterior (Secex / MDIC) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
As exportações brasileiras de carne de aves e suas miudezas comestíveis registraram um salto extraordinário de 41,5% em valor médio diário até a terceira semana de outubro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados preliminares consolidados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), o avanço do setor avícola atuou como elemento central para a sustentação das contas externas brasileiras, compensando a retração observada nas vendas de carne bovina.
No acumulado parcial do mês, a balança comercial brasileira atingiu um superávit expressivo de US$ 5,96 bilhões, resultado de exportações totais de US$ 21,04 bilhões frente a importações de US$ 15,08 bilhões. Apenas na terceira semana de outubro, o país obteve um saldo positivo de US$ 2,66 bilhões. No acumulado de 2026, o saldo comercial favorável do Brasil já atinge US$ 68,35 bilhões — uma expansão de 36,8% sobre o montante apurado no mesmo intervalo de 2025.
Principais Indicadores da Balança Comercial em Outubro de 2026:
Carne de Aves: Expansão de 41,5% no valor médio diário exportado ante outubro de 2025.
Carne Bovina: Retração de 24,4% em valor médio diário, pressionada por sobretaxas de cotas na China e novas exigências sanitárias na UE.
Agropecuária Geral: Receita de US$ 4,09 bilhões (+21,0% na média diária), alavancada pelo complexo soja (+28,9%) e embarques de animais vivos (+242,8%).
Superávit Mensal Acumulado: US$ 5,96 bilhões até a terceira semana de outubro; corrente de comércio mensal em US$ 36,12 bilhões.
Superávit Anual de 2026: US$ 68,35 bilhões (+36,8% vs. 2025), consolidando a liderança global do agro brasileiro.
Divergência Entre as Cadeias de Proteína Animal
Os números da Secex revelam uma dinâmica divergente entre os segmentos da indústria frigorífica nacional. Enquanto a carne de frango se beneficia da forte demanda no Oriente Médio, Ásia e África, combinada com a recomposição de preços internacionais e excelência em sanidade animal, a carne bovina in natura viu seus valores médios diários recuarem 24,4% em outubro.
Essa desaceleração momentânea da carne bovina decorre do esgotamento da cota preferencial chinesa de 1,106 milhão de toneladas — que acionou a incidência de tarifa aduaneira adicional de 55% sobre novos lotes desembaraçados —, além de adaptações regulatórias do Sisbov às regras de controle de antimicrobianos da União Europeia. Em contrapartida, os frigoríficos avícolas brasileiros operam em plena capacidade de carregamento nos portos do Sul e Sudeste, com estoques controlados e alta liquidez cambial.
Força da Soja e dos Animais Vivos no Campo
No setor agropecuário básico, as exportações totalizaram US$ 4,09 bilhões nas três primeiras semanas de outubro, acusando alta de 21% na média diária. O grão de soja manteve ritmo firme de embarques (+28,9%), escoando saldos remanescentes da safra 2025/26 antes da concentração logística da safra nova. Outro destaque surpreendente foi a categoria de animais vivos (bovinos em pé), cujas vendas externas dispararam 242,8% em valor diário, atendendo a encomendas crescentes de importadores do Oriente Médio e do Norte da África.
Fonte e Referências Oficiais
Esta análise foi elaborada com base no levantamento estatístico oficial e na cobertura setorial especializada:
Feed&Food: Carne de aves avança 41,5% e bovina recua 24,4% nas exportações de outubro
Secretaria de Comércio Exterior (Secex / MDIC) • Dados Semanais da Balança Comercial Brasileira.
Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) • Boletim de Comércio Exterior.
Publicação autoral elaborada para o canal de notícias e análises do agronegócio • Registro de automação agendada: 25/10/2026.