Pesquisa com Forrageiras Revoluciona Nutrição de Ovinos no Semiárido
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· Por Redação Agro Diário
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Resumo Executivo: Resultados divulgados pelo Instituto CNA e pela Embrapa dentro do Projeto Forrageiras para o Semiárido demonstram saltos expressivos de produtividade e resiliência hídrica na ovinocultura nordestina. A integração agronômica entre variedades melhoradas de palma forrageira (resistentes à praga da cochonilha-do-carmim), gramíneas xerófilas como o capim-buffel e leguminosas proteicas como a gliricídia permitiu ganho de peso contínuo dos rebanhos mesmo na estiagem severa, reduzindo a dependência de concentrados comerciais em até 35%.
Segurança Alimentar do Rebanho e Mitigação do Estresse Hídrico
A pecuária de pequenos ruminantes no Semiárido brasileiro historicamente sofre com os períodos prolongados de seca, momentos em que a escassez de pastagem natural na Caatinga provoca perda acelerada de escore corporal e quedas acentuadas na taxa de natalidade e desmame. O Projeto Forrageiras para o Semiárido mapeou e testou Unidades de Aprendizagem Tecnológica (UATs) instaladas em múltiplos estados nordestinos para oferecer alternativas forrageiras viáveis de baixo custo.
O consórcio estratégico entre a palma forrageira — que fornece alto teor de água biológica e carboidratos de rápida fermentação no rúmen — e o capim-buffel estruturado em piquetes rotacionados assegura fibra efetiva de qualidade. Para suprir a fração proteica sem onerar o produtor com farelos de soja ou milho caros, a pesquisa validou o uso de bancos de proteína com leguminosas arbóreas, com destaque para a gliricídia e a leucena.
Resultados Econômicos e Bem-Estar Animal
Os dados consolidados pelo Sistema CNA/Senar apontam benefícios diretos para a gestão da propriedade rural:
Ganho de Peso Estável: Ovinos manejados sob dieta forrageira adaptada mantiveram ganho médio diário de peso superior a 150 gramas na fase de recria e engorda, reduzindo o tempo para abate comercial.
Economia com Insumos: A substituição parcial de rações industriais por silagem de palma e feno de leguminosas cortou os custos com alimentação suplementar em até 35%, elevando as margens da ovinocultura de corte.
Conservação do Solo e Caatinga: A introdução de forrageiras cultivadas diminui a pressão de pastejo sobre a vegetação nativa, prevenindo processos de desertificação e favorecendo a regeneração da biodiversidade regional.
Escalabilidade e Transferência de Tecnologia
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e os Serviços Nacionais de Aprendizagem Rural (Senar) intensificam a assistência técnica e gerencial aos produtores familiares para disseminar o plantio mecanizado da palma e o manejo conservacionista de forragens. A transição técnica consolida a ovinocultura como matriz de inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável no sertão nordestino.
Fonte: s de Referência Informativa: CNA Brasil (Pesquisa com Forrageiras para Ovinos no Semiárido) | Portal CNA / Instituto CNA